O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, abriu a possibilidade de revisar decisões do ministro Dias Toffoli relacionadas ao Caso Banco Master, após o término do recesso do Judiciário.
Em nota divulgada em 22 de janeiro de 2026, Fachin destacou que não se omitirá caso seja necessário pautar, conduzir ou validar decisões questionadas. O ministro ressaltou que eventuais revisões ocorrerão apenas pelos meios processuais corretos, sem influência de pressões políticas, populares ou da imprensa.
Segundo Fachin, possíveis irregularidades ou vícios serão analisados conforme o regimento do STF e apreciados pelo colegiado. Apesar disso, a nota teve tom de defesa institucional, afirmando que não há irregularidade na atuação de Toffoli e que o Supremo “não se curva a ameaças ou intimidações”.
A manifestação, no entanto, dividiu opiniões dentro da Corte. Parte dos ministros considerou a nota equilibrada e institucional, enquanto outra parte entendeu que o texto não esclarece os fatos e assume postura “em cima do muro”. Alguns ministros relataram que só tiveram conhecimento da nota após sua divulgação oficial.
Desde dezembro de 2025, decisões de Toffoli sobre o caso têm causado preocupações na Polícia Federal e no próprio STF, principalmente sobre a perícia de materiais apreendidos na Operação Compliance Zero. A perícia ficará a cargo da Procuradoria-Geral da República (PGR), com acompanhamento de quatro peritos da PF escolhidos diretamente por Toffoli, sem indicação da corporação.
Outro ponto de tensão foi a alteração das orientações sobre o acesso às provas, feitas três vezes em 24 horas, gerando preocupação sobre a segurança e integridade do material. Também há questionamentos sobre a relação de Toffoli com um resort em Ribeirão Claro, supostamente financiado por um fundo ligado ao Caso Master.
Diante da situação, Fachin interrompeu suas férias, retornou antecipadamente a Brasília e iniciou conversas com colegas da Corte, afirmando a aliados que o momento “exige sua presença” na capital.
Fonte: 96FM, CNN com informações de Teo Cury e Gustavo Uribe
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