Três dos quatro órgãos públicos citados em um contrato milionário firmado entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes negaram qualquer registro de atuação presencial da profissional em suas dependências. Viviane é esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
De acordo com reportagem publicada pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, desde a entrada em vigor do contrato, em janeiro de 2024, o Banco Central (BC), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirmam não possuir registros de reuniões, audiências ou entradas físicas da advogada em seus prédios.
Em resposta oficial, a PGFN informou que, após consulta às suas unidades regionais, seccionais e escritórios de representação, não foi identificada qualquer presença de Viviane Barci entre 16 de janeiro de 2024 e a data atual.
O contrato firmado previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões e estabelecia a criação de cinco núcleos de atuação junto ao Judiciário, ao Legislativo e a órgãos do Executivo, incluindo Banco Central, PGFN, Cade e Receita Federal. Caso fosse cumprido integralmente até 2027, o valor total do acordo poderia chegar a R$ 130 milhões.
O último ano de vigência do contrato coincidiria com o período em que Alexandre de Moraes deverá assumir a presidência do STF. Até o momento, Viviane Barci não se manifestou sobre o assunto.
A reportagem também destaca contatos entre Alexandre de Moraes e o Banco Central durante o processo de análise da tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Segundo O Globo, o ministro teria feito ao menos quatro contatos com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, incluindo ligações telefônicas e uma reunião presencial.
Enquanto o Cade aprovou a operação sem restrições, o Banco Central acabou vetando a transação após identificar fraudes relacionadas à venda de créditos do Master ao BRB.
Fonte: Blog do BG, com informações de O Globo e Revista Oeste.
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