Pouco mais de um mês após lançar sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou de ser visto pelo Centrão apenas como uma estratégia para blindar o ex-presidente Jair Bolsonaro e passou a ser tratado como um nome competitivo na disputa presidencial de 2026.
O desempenho inicial de Flávio nas pesquisas surpreendeu dirigentes partidários e esfriou o entusiasmo de legendas que trabalhavam para viabilizar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como principal alternativa da direita.
A escolha de Flávio por Jair Bolsonaro teve como pano de fundo a preservação do espólio político do bolsonarismo dentro do núcleo familiar, mesmo contrariando setores do centro político que defendiam um nome com maior capacidade de diálogo. Com perfil mais pragmático e oito anos de mandato no Senado, o filho “01” superou Michelle Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro na disputa interna, embora tenha alimentado desconfianças ao admitir publicamente que poderia retirar a candidatura mediante negociações relacionadas à pauta da anistia.
A virada ocorreu em dezembro, quando levantamentos passaram a apontar Flávio como o nome da direita mais competitivo contra o presidente Lula em cenários de segundo turno. Pesquisas da Genial/Quaest mostraram o senador à frente de outros postulantes do campo conservador, inclusive Tarcísio de Freitas, reacendendo o entusiasmo da base bolsonarista e levando o PL a intensificar a articulação com partidos do Centrão.
Apesar do crescimento, lideranças partidárias avaliam que a elevada rejeição associada ao sobrenome Bolsonaro ainda é um obstáculo relevante. Mesmo assim, o avanço nas pesquisas já foi suficiente para alterar o cálculo político do centro, que agora avalia com mais cautela se insistirá em uma candidatura alternativa ou se terá de negociar, mais uma vez, com um bolsonarismo que demonstra força eleitoral.
Fonte: Blog do BG, com informações do Metrópoles.
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